Pesquisar neste blog

Mostrando postagens com marcador Arquitetura-Concursos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arquitetura-Concursos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Capela apresentada por V. Bicudo e Oscar Arine no concurso promovido pela UNICAMP-IAB

Cobertura em estrutura metálica com paredes vedo em alvenaria, visando baixo custo para espaço resultante, com largas portas abertas nas laterais
A exploração de efeitos de luz e sombra com vegetação de sombra nos espaços atrás do altar é feita na procura do espaço de reclusão mística meditativa não depressiva naturalmente alegre e confortável, ao contrário do gótico que é grandioso, pesado e que o visitante sente-se diminuído e dominado.





segunda-feira, 9 de abril de 2012

Morro do Elefante, Campos do Jordão - 1964

  • 1º prêmio no Concurso Nacional Prefeitura Municipal com Secretaria de Turismo e Estâncias do Gov. Est. SP.
  • Não construído pela cassação política do prefeito, mas na cidade vários restaurantes tinham emoldurado como quadro as perspectivas aqui mostradas.
  • Parceria com arquiteto Lúcio Porto Guimarães. Colaborador arq. Glauco Giacobe que construiu 280 postos de gasolina com o mesmo conceito estrutural como diretor da Shell.
  • Três lajes cogumelo de concreto armado aparente, executadas com o reaproveitamento de uma única forma de madeirit. Como forma assemelha-se a três araucárias, quase um símbolo de Campos de Jordão. Um teleférico liga este local ao centro da cidade.
  • Esta solução construtiva popularizou-se após este projeto encontrando-se em portarias, rodoviárias, além das redes de postos Shell, etc. 
  • A caixilharia não encosta na cobertura de concreto tendo a tolerância para absorver dilatação, permitindo uma pequena ventilação. O trilho superior das portas de correr compõe-se com uma calha que funciona como sanca de iluminação, sem que o observador visualize as  lâmpadas fluorescentes.

Catedral de Loanda 1964

De acordo com o arquiteto Vicente Bicudo, os donos da empresa colonizadora Irio Spinardi e Sebastião Machado juntamente com o Padre Pedro Plonka, estipularam alguns elementos a serem atendidos pelos projetos concorrentes como a altura da nave em 21 metros, largura e comprimento no local determinado. De acordo com ele “Para aquela então cidade horizontal predominantemente de madeira, iniciava construções de alvenaria, no que a igreja deveria ser um marco vertical, destacando-se na paisagem. Determinaram que a iluminação interna viesse do céu, como nas catedrais góticas, lateralmente só pelos vitrais com as 14 estações da Via Sacra. O edital do concurso que exigia na verticalização o condicionamento a preces ao céu, que nas igrejas do barroco brasileiro eram tetos da nave abobada curva azul céu com anjos e santos voando, tradição esta que respeitei. O Edital acima exposto, desejo dos fundadores da cidade, chamei-o: PRECE”.
O concurso para o projeto desta Catedral determinava a altura da nave em 21 metros.
As soluções concorrentes previam estruturas de concreto armado e metálicas caríssimas. Indo à cidade de Loanda, verifiquei que os tijolos seriam doados pelas indústrias cerâmicas lá existentes. Chamou-me a atenção as chaminés das mesmas que atendiam a exigência da altura.
Tendo como imagem as muralhas do Castelo de Ávila na Espanha e a imagem do chapéu de cardeais da Igreja Católica, com aquele corte inclinado, criei conjunto de cilindros como os órgãos de igreja. 
Os cilindros abrigam na frente, o batistério e o acesso à nave do coro; na parte posterior, o altar-mor; e nas laterais, confessionários e altares laterais; todos iluminados zenitalmente. Entre os cilindros, os vitrais da Via Sacra que durante o dia colorem internamente a nave e à noite colorem as paredes externas.
Pela diferença de resistência decorrente da variedade de tijolos, o engenheiro calculista   Darci Milena criou cintas horizontais de concreto para perfeita distribuição das cargas com o mesmo espaçamento vertical. O terreno arenoso permitiu distribuir as cargas em sapatas com lajes radier, como o exemplo de "uma senhora obesa anda normalmente na praia de areia fofa com sandálias largas, se ela estivesse de salto alto com o mesmo peso, afundaria". Saiu barato essas fundações, dispensando estaqueamento ou outras soluções de fundações complicadas, aventadas nos projetos de estrutura de concreto e metálicas.
Esta solução construtiva possibilitou, com a verba prevista para as fundações, ser construída a Catedral, inclusive a sua cobertura em arcos de madeira que também foram doados pelas serrarias da época.
A diversidade de cerâmicas decorreu em diferentes tonalidades dos tijolos, a solução que dei foi rebocar e pintar toda de branco.






Todos os 18 cilindros que, como um órgão musical de igreja, serviu de inspiração da forma do edifício, são ventilados e iluminados zenitalmente, protegidos por tela galvanizada com pintura branca. Com o pé direito alto o ar quente sobe resultando microclima agradável.



Foto de Acassia Vicente


Excelente crucifixo todo entalhado em madeira por artista local de Loanda.
O espaço do altar, a parede branca e o crucifixo obedecem o projeto original. As passagens laterais retangulares, o forro plano e as entradas laterais com iluminação excessiva roubaram o encanto contido na PRECE e na Igreja original.




Por uma feliz coincidência quando em novembro de 2014 Bicudo foi revisitar sua obra ficou surpreso com o inicio da remoção do forro em desacordo com o projeto escolhido pelo concurso.

Em 2014, os fiéis contrataram a remoção do novo forro plano de plástico que contrariou o projeto original, vendo-se ao fundo o original teto curvo em abóboda azul claro.
Este novo forro abafou a nave, aumentando a temperatura ambiente interna, que então precisou de ar condicionado.







Centro Diocesano Anglicano São Paulo - 2005

Premiação Nacional CONFEA - VIII Prêmio Talento Engenharia Estrutural 2010

Cálculo e dimensionamento estrutural engenheiro Antonio Carlos Costa Negraes


01-  A OBRA - USO
É uma capela para cem pessoas construída no fundo de um lote, onde na frente existe um sobrado de cerca de 80 anos onde funciona o Centro Diocesano Anglicano Dom Sumio. Está a uma quadra da estação do Metrô Santa Cruz no bairro da Vila Mariana, São Paulo.
           Esta capela tem:
1- Facilidade de reunião de pessoas pela proximidade da estação do Metrô e facilidade de estacionamento.
2-  Na parte superior dois apartamentos.
3- Está ligada por uma cobertura de policarbonato translúcida a construção anteriormente existente
4 – O uso predominante é de um local de reunião com celebração de missas, debates, apresentações musicais e palestras.
5– Boa iluminação natural, com visão do topo das árvores e do céu que dominam o miolo do quarteirão e jardineiras e vasos de plantas dependurados internamente, evitando a claustrofobia comum a muitas capelas.
6– Boa ventilação natural cruzada, entrando sobre o altar e saindo no laternin que também ilumina o altar/palco. Esta ventilação é regulável por basculantes com contrapesos e acionados por cabos.
7- A acústica é perfeita para predominar o som emitido no altar/palco onde um leve sussurro é ouvido em todos os pontos da platéia. A parede do lado oposto ao do altar/palco é toda forrada de painéis absorsores impedindo eco e absorvendo a difusão de conversas na platéia.
8- A estrutura da cobertura que suporta a laje do mezanino é toda pintada de verde claro dando uma visão de malha estrutural integrando-se na linguagem da vegetação envolvente.
9- A iluminação artificial é toda setorizada e dimerizada permitindo o controle conforme o uso daquele momento. Ela é embutida na estrutura tubular de aço onde, nos nós, as pontas dos tubos funcionam como spots.
10 – As poltronas são estofadas em padrões diferentes de cores com variações do verde e bege. Sua estrutura tubular inédita, semelhante à de avião, é pintada em verde claro da estrutura de cobertura. Cortadas a lazer em fresa que as quantificou e numerou por CAD CAN, sendo posteriormente soldadas em gabaritos, como a estrutura da cobertura, evitando trabalhos de acabamento e sobras na obra. Processo e mão de obra da indústria automobilística.  
Visual e conforto parecendo poltrona de avião, inovando com porta objetos nas costas para acomodar bolsas, bíblias, casacos, etc. Elas contribuem para o condicionamento alegre e anti-depressivo ao contrario da quase totalidade das capelas.

02- A OBRA – CONSTRUÇÃO

  ESTRUTURA DA COBERTURA: sustenta dependurada a laje do coro, inédita, sem colunas embaixo que atrapalhariam a visão nos lugares do térreo da nave.
Seu processo de corte dos tubos, previamente por fresa computadorizada, quantificando e numerando as peças que foram levadas a obra, ficando as sobras de material na oficina de corte que deu destino de aproveitamento. Na obra não há perda nenhuma e nem retrabalho.
O corte dos tubos, todos redondos, em fresa computadorizada permitiu um encaixe preciso entre eles, evitando trabalhos de acabamento nos tubos e mesmo depois de soldados, permitindo um trabalho perfeito e mais rápido.
Os tubos, identificados pela fresa computadorizada por números, soldados em gabaritos sucessivos com o posicionamento identificando os tubos também são inéditos, introduzindo na construção civil a experiência da indústria automobilística, sem perdas e com precisão em que, para todas as tesouras, com comprimento acima de 10m a diferença entre elas foi inferior a 5mm, isto permitiu um custo inferior e execução em menor tempo. Foi feito uma tesoura por dia.
A execução dos gabaritos foi o último trabalho de Nelson Coltre, que durante meio século praticamente só executou trabalhos semelhantes para a indústria automobilística brasileira, como parte da historia da mesma, adoecendo e falecendo sem a esperada alegria de ver sua obra pronta.
A Associação Brasileira de Construção Metálica, através de sua revista, iniciou os trabalhos para uma publicação especial com o acompanhamento e documentação por fotos das sucessivas etapas da obra, por sua própria iniciativa, incluindo as despesas de fotografo.
         COBERTURA E VEDOS  composta por 3 elementos de forma inédita:
1- Chapa externa de aço trapreizoidal, galvanizada pré pintada eletrostaticamente. Ineditamente foi emborrachada pela técnica utilizada nos assoalhos da indústria automobilística diminuindo o barulho das chuvas. Fixada sobre terças de aço. Fornecidas pela Perfilor em tamanhos finais, não tendo retrabalho ou sobra de material na obra.
2- Chapa interna de aço pintada eletrostaticamente, usada como forro de acabamento. Fixada sob as terças. Fornecidas pela Perfilor em tamanhos finais, não tendo retrabalho ou sobra de material na obra.
3- Lã de rocha ensacada em plásticos e colocada entre terças e entre as duas chapas acima referidas, evitando deslocar-se 
 CÁLCULO ESTRUTURAL:, precedido de testes e experiências, constitui-se num marco da engenharia nacional, feito pela Costa Negraes, conforme exemplar de sua forma final. Em anexo uma prancha  de desenhos da estrutura pela Costa Negraes.
          ILUMINAÇÃO:, também inédita, está instalada dentro da estrutura, faltando instalar algumas chapas difusoras.
         ACÚSTICA: é inovadora, pois seu processo de isolamento não permite que se escute a chuva cair sobre as chapas metálicas. Tal procedimento advém da experiência da indústria automobilística, empregando pioneiramente materiais na construção civil, como o emborrachamento na face inferior da chapa superior, acima da lã de rocha.
A acústica executada dispensa o uso de aparelhagem de som, permitindo audibilidade perfeita em qualquer ponto da nave para quem fale a partir do altar, ainda que fale em tom baixo, sussurrado. Falta apenas a instalação correta das telas de proteção das mantas de fibra de rocha nas paredes.
        VENTILAÇÃO: através de basculantes inferiores atrás do altar e superiores no “shed”  sobre o pavimento superior. É feita pela diferença de pressão, cruzada em relação à nave, formando corrente por convecção ao abrir os basculantes superiores por cabos que tem tensão regulada por contrapesos nos basculantes.
        FUNDAÇÕES: foi feita a sondagem, verificando -se que no local só existe suporte de carga a 25m de profundidade, ocorrendo a solução em laje radier, no caso a mais econômica possível.
       CONCRETO ARMADO:
1. Os pilares feitos com armações de aço compradas prontas, sem retrabalho ou sobras na obra.
2. As vigas metálicas compradas prontas, faltando apenas a pintura, não tendo retrabalho ou sobras na obra.
3. As lajes painéis compradas nas medidas corretas, com acabamento inferior, posteriormente foram só envernizadas, não tendo retrabalho ou sobras na obra.
4. A armação de piso com telas soldadas da Gerdau, proporcionando rapidez, economia e qualidade, evitando sobras na obra.
5. O concreto foi comprado de usina, conforme a necessidade da obra, proporcionando qualidade e não ocasionando sobras na obra.
6.  O acabamento do piso em granilite foi doado pela Camargo Corrêa.
7. A pintura das paredes foi o último lote de tinta à base de neoprene produzida pela Renner, eliminado pelo alto custo e baixa demanda. 
























Premiação Nacional CONFEA - VIII Prêmio Talento Engenharia Estrutural 2010 - Categoria: Pequeno Porte

Centro Diocesano Anglicano São Paulo - 2005

Crucifixo altura 1,75m em cristal azul 8mm com bordos bisotados, suspenso por dois cabos de aço. Projeto Arquiteto Mauricio Bicudo.





Centro Diocesano Anglicano - 2005