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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Bertrand Russel


Sempre fui admirador de Bertrand Russel porque a cidade de Quintana abrigou os exilados ANARQUISTAS da Guerra Civil Espanhola. Lá moramos dos 7 aos 14 anos de idade. Meu pai foi prefeito duas vezes e preseidente da Câmara Municipal, evitou toda e qualquer  repressão à Colônia Japonesa, permitindo as celebrações japonesas de ano novo, torneios de sumô e manutenção de placas de lojas escritas em japonês. Para brincar com a molecada eu tinha que saber falar espanhol. Diariamente eu tinha aula com o padre Antônio José dos Santos, que quando veio pra São Paulo teve em sua homenagem o nome da antiga Avenida Central em Santo Amaro e, paralelamente, em dupla homenagem, a rua paralela se chama Quintana.

Eu tinha nove anos e na sorveteria entrando com o Padre Antônio lembro do espanhol  falar:
"Cura, la razón non hay dueño"
E o padre respondeu:
"Equivocadamente, a Igreja Católica  acha-se proprietária da razão"
Naquela época se via a visão de vanguarda do Padre Antônio.


Anexo aqui dois textos relacionados a Bertand Russel e um texto anexo de meu pai que  ele leu no púlpito da Catedral de Campinas na Comemoração dos 50 anos da formatura de sua turma de colegial do Colégio Estadual "Culto à Ciência" - 1933/1983, além de um email de meu filho referente ao modo como o eduquei.